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Processo Produtivo  

“A Mina é a alma do lápis …”

Produção das Minas de Grafite
Grafite, argila e água são misturadas no moinho cerâmico (mais argila ou grafite conforme a graduação pretendida B, HB, H...), até se criar uma massa consistente e uniforme. Esta massa será colocada em sacos e introduzida numa estufa que lhe retirará a maior parte da água. O resultado, uma pedra de argila e grafite vai ser triturada e reduzida a pequenos grãos de mistura que posteriormente serão introduzidos em rolos compressores para eliminar quaisquer impurezas existentes na argila.

Após este processo o produto resultante será compactado num martelo pilão formando um cartucho maciço de grafite com graduação pré-determinada que será colocado na prensa de onde sairão os “fios” de mina. Estes “fios” são cortados à medida pretendida do lápis, entrarão para uma máquina de secar que lhes retirará a água que ainda resta e vão cozer num forno à temperatura 1.020ºC. Para que as minas fiquem resistentes, macias, aptas a escrever e apagar serão ainda de ser impregnadas de gordura por osmose. (1)
Produção das Minas de Cor
As minas de cor têm por base da sua concepção o caulino, tylose, água e os pigmentos que lhes darão a cor pretendida. Estes produtos são introduzidos no misturador formando uma massa consistente que será esmagada entre os rolos compressores eliminando assim eventuais impurezas que prejudiquem a boa utilização do lápis de cor. A partir desta fase o material resultante seguirá o percurso já descrito anteriormente entre o martelo pilão e a máquina de secar, sendo que as minas de cor não irão ao forno cozer e são impregnadas de estearina e outras ceras em vez de gordura. (1)

Após terminado o processo de produção os dois tipos de mina passam para outra fase do fabrico.

Se é verdade que a mina é muito importante na qualidade final do lápis, também não é menos verdade que a madeira que o envolve é determinante para o mesmo poder cumprir eficazmente com a sua função.


“Se a mina é alma do lápis a madeira é o seu corpo…”

Como o lápis ganha forma… Nas tábuas de cedro americano (2) serão abertas várias ranhuras a todo comprimento – (3) (Tábua ranhurada),
onde de seguida vão ser colocadas as minas (4). Posteriormente é sobreposta uma outra tábua também ela devidamente ranhurada, de forma a fazer a chamada “Sandwich” (duas tábuas com minas no seu interior). (5)
Estas são inseridas numa prensa onde ficarão a secar durante 24 horas.(6) Findo este período as “Sandwiches”, vão finalmente dar origem aos diferentes formatos de lápis através de um processo de separação chamado de “Arredondagem” . (7)
Terminada esta operação os lápis ainda em “bruto” (8) necessitam de ganhar a sua própria “personalidade”, sendo para o efeito encaminhados para a Secção do Verniz que lhes dará o acabamento final.

Primeiro vão ser envernizados em máquinas próprias para o efeito, levando 4 a 6 passagens de verniz cada unidade até ficarem com uma cor totalmente uniforme. De seguida ser-lhes-ão cortados os topos para limpar os excessos de verniz e aplicados todos os tipos de acabamentos (impressão, colocação das borrachas, cabecinhas pintadas, etc...).

A partir daqui os lápis estão prontos para serem embalados e seguirem para o cliente.

Durante todo o processo de fabrico os materiais não conformes vão sendo retirados do circuito de produção e colocados em locais próprios para o efeito. Alguns destes lápis servem para experiências e afinações de máquinas, outros cujas não conformidades não sejam relevantes são doados a instituições de caridade, os restantes são destruídos e enviados para o Aterro Sanitário. Durante estes procedimentos são feitos registos das não conformidades para posterior análise estatística e controlo de custos de não qualidade.

[Ver versão ilustrada pelas personagens da História do Lápis Mágico]

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